Psicoterapia

É um processo de duração determinado ou não que busca promover o pensar, o perceber e o sentir  levando-o a um maior desenvolvimento pessoal, emocional, espontâneo e criativo. Visa ampliar a percepção de si mesmo e do mundo.Tem como objetivo o equilíbrio emocional e dar suporte nos momentos de crise e nos processos de mudança.

 

A psicoterapia auxilia na:

  • Ansiedade: A ansiedade é um estado emocional, sentido como antecipação de problemas, quase que um medo ou apreensão em relação ao futuro. As manifestações objetivas da ansiedade não são específicas, e existem sintomas somáticos e psíquicos indicativos da ansiedade.
  • Depressão: É um tom afetivo de tristeza acompanhado de sentimentos de desamparo e redução da autoestima.
  • Estresse: O estresse é uma resposta fisiológica e psicológica aos acontecimentos que perturbam o nosso equilíbrio pessoal, de alguma forma. Quando confrontados com uma ameaça, quer para a nossa segurança física ou o nosso equilíbrio emocional, as defesas do organismo entram em alta velocidade em uma resposta rápida e automática, um processo conhecido como a resposta de “luta ou fuga”. Todos nós sabemos o que é isso: todos os sentidos se colocam em alerta, os músculos ficam tensos, a respiração ofegante e o coração disparam. A resposta biológica tem como objetivo proteger e apoiar-nos.
  • Fobias: É um medo irracional resultando no evitamento inconsciente do objeto, situação ou atividade específica.
  • Problemas de Relacionamentos: O que acontece com alguns  casais que após um período vivendo juntos “não  se falam mais”?  O amor acabou? A relação chegou ao  final? O afeto e o carinho desapareceram, o sexo é  uma lembrança registrada no passado, os projetos de vida  esvaziaram? O vínculo outrora  feliz e repleto de sonhos, de repente  ficou reduzido a um sentimento melancólico ligado a memórias de um tempo que  passou.
  • Apoio em períodos de crise: luto, auto estima baixa, preocupações cotidianas, agressividade, irritabilidade.
  • Família: Como lidar com adolescentes? Qual o papel dos pais?

 

  • Bipolaridade-Temperamento forte.

É mellhor ser diferente dos outros por fazer um tratamento do que por estar doente.

  • Alteração de humor, oscilação entre os polos da euforia e da tristeza, passando por agressividade,apatia ou ansiedade- transtorno bipolaridade.
  • Uma pessoa que apresenta esse quadro pode estar associado a uma relação vivida anteriormente aos sete anos de idade:Dificuldade de manter a atenção em atividades e de prestar atenção em detalhes, dificuldade de seguir instruções,terminar tarefas e de organizar; distração e perda de objetos.Quando adultos manifestam ansiedade, e não conseguindo reconhecer ou perceber que muitos dos sentimentos e pensamentos são decorrentes dos próprios pensamentos.
  • Porque tratar:
  • Perceber  que em partes é responsável por seus próprios problemas.
  • Pensar que você está sempre certo e que o outro é sempre a causa de seus problemas, está fadado à estagnação psicológica.
  • O humor oscilante afeta muito a autoconfiança e a autonomia.
  • Ao perceber os primeiros sinais de alteração de humor ajuda a previnir possíveis surtos.
  • Muitas pessoas do perfil bipolar têm baixa tolerância à frustração usam predominantemente os mecanismos de defesa menos maduros, como a negação, a distorção ou a projeção dos sentimentos que têm contra si nos outros.
  • Tem como caracteristica forte a teimosia,preocupação excessiva com detalhes, rigidez, necessidade de controle absoluto.

 

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Psicoterapia Individual

É uma relação entre o terapeuta e o cliente que vai organizar e orientar um processo de busca, promovendo o desbloqueio e a aceleração do desenvolvimento psicológico.


 

Psicoterapia de Grupo

A psicoterapia de grupo não trata só o indivíduo isolado que se encontra no centro da atenção em virtude das dificuldades de adaptação e ajustamento, mas do grupo inteiro e de todos os indivíduos que estão em relação com ele.

 

Objetivo:

O processo é uma tentativa de encontrar a compreensão e o autoconhecimento do indivíduo. Procurar entender de forma mais profunda e verdadeira sua maneira de ser.

Quando procurar um psicoterapeuta?

As pessoas procuram um psicoterapeuta quando estão vivenciando algum conflito ou forma de sofrimento. Muitos buscam o autoconhecimento e outros vem para a terapia para tratar uma questão específica como dificuldades de relacionamento familiar, escolar ou profissional. Culpa, medo estresse, ansiedade ou tristeza também são fortes motivos para esta busca.

 

O que se expõe para o psicoterapeuta é confidencial?

Obedece rigorosamente o Código de Ética do Psicólogo seguindo o Art.9°; É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações,a que tenha acesso no exercício profissional.”

Psicoterapia significa não saber lidar e resolver os seus próprios conflitos?

O papel do psicoterapeuta é ajudar o cliente a refletir sobre as suas dificuldades e facilitar o encontro de soluções mais eficazes e criativas. O profissional longe de ser um amigo, conselheiro ou educador, se apresenta para acompanhar aquele que se dispõe à difícil tarefa da busca de si mesmo.

 

Como acontece a psicoterapia?

Psicoterapeuta e cliente se disponibilizam numa reflexão a respeito das dificuldades que este enfrenta tentando compreende-las à luz de suas vivências e sua história de vida. Juntos procuram uma solução para os conflitos em busca de um crescimento pessoal e de uma vida melhor.

 

Quanto tempo de psicoterapia é preciso?

Quem determina o tempo de duração do processo terapêutico é o cliente e vai depender muito de cada caso. Algumas pessoas buscam a psicoterapia para solucionar questões específicas, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

 

Auto-estima melhora com a psicoterapia?

A auto-estima é entendida como uma valorização, apreciação e satisfação, enfim um sentimento de juízo que o sujeito têm de si mesmo, expresso pelas atitudes para consigo e nas relações com os outros. é uma força interior e se referência ao conhecimento e ao conceito que o indivíduo tem de si.

 

 

 

PSICOTERAPIA: Psicodrama em foco


Psicoterapia Individual


É uma abordagem terapêutica que não se utiliza de egos auxiliares e atende apenas a um cliente de cada vez, configurando uma situação de relação bipessoal, ou seja, um cliente e um psicoterapeuta.

Segundo Dalmiro Bustos, “ a psicoterapia psicodramatica individual, ou psicoterapia psicodramática bipessoal, simplesmente, é aquela situação terapêutica  que envolve um paciente e um terapeuta. É indicada nos inícios de terapia, exatamente porque propicia à investigação das primeiras relações afetivas, fornecendo um contexto terapêutico protetor, onde o paciente é o único foco de atenção do profissional”.


Psicoterapia de Grupo


É um método de psicoterapia que aspira ao melhor agrupamento terapêutico de seus membros. Ela facilita, quando necessário, um reagrupamento desses membros, para fazer coincidir a constelação do grupo com os motivos e tendências espontânea de cada um deles. Nas palavras de Moreno: “A psicoterapia de grupo não trata só o indivíduo isolado que se encontra no centro da atenção em virtude das dificuldades de adaptação e ajustamento, mas do grupo inteiro e de todos os indivíduos que estão em relação com ele.”

A psicoterapia de grupo foi reconhecida porque preenche certas necessidades que as terapias individuais não podem satisfazer. Vivemos em grupo desde o nascimento. Perturbações que são em grande proporção determinadas pelo mundo que nos rodeia não podem ser eliminadas se o ambiente não for integrado na situação terapêutica e simultaneamente tratado. A psicoterapia de grupo se aproxima do ambiente natural em que as pessoas vivem; trata tanto da dinâmica individual como grupal.

Na psicoterapia de grupo o indivíduo não é atendido separadamente, mas sim no contexto que se encontra: na família, no local de trabalho, na comunidade ou em consultórios.

Atendimento de Adolescentes


Questões como “Quem eu sou?” ou “O que eu quero?” ou “Como me sinto?” necessitam de um espaço para serem trabalhadas. È necessário motivar e estimular o processo de autoconhecimento, interiorização e reflexão no adolescente. A adolescência é um fenômeno psicossocial que é influenciado por fatores psicológicos e socioculturais. É uma fase de transição entre infância e vida adulta, onde os adolescentes têm de lidar com as novas cobranças sociais, os temores relativos ao futuro e ao sucesso no plano afetivo. É um período de grandes transformações.

A adolescência e a renovação caminham juntas nesta fase da vida. Tudo se modifica e se transforma. Corpos, gestos, falas, pensamentos, emoções, desejos, direitos e responsabilidades somadas ao abandono da roupagem da infância. Novos laços fora do ambiente familiar marcados pelas dúvidas, ilusões, ousadias, conquistas internas e externas que sinalizam uma nova forma de estar no mundo. Cabe à família a modulação das atitudes do adolescente sempre respeitando a busca por independência que é característica maior deste momento.

O Psicodrama, por meio das dramatizações, é fundamental no trabalho com adolescentes, às vezes até mais importante do que a palavra, já que, geralmente, a confusão interna é grande e a ansiedade impede a discriminação das emoções. Através das dramatizações cria-se um clima lúdico que permite a colocação de temas que, se fossem abordados verbalmente, teríamos de esperar o adolescente amadurecer e resolver parte de seus conflitos para serem transformados em palavras e explicados. O movimento do Psicodrama, a ação, é parte importante do processo expressivo. Quanto mais novos os adolescentes, mais precisam de movimento, menos explicam sobre o que sentem, e mais necessitam de objetos intermediários para terem acesso ao mundo interno.

Neste processo, o Jogo Dramático é uma das técnicas mais utilizadas no trabalho com adolescentes porque fornece maneiras criativas e lúdicas de se lidar com os conflitos vividos neste período da vida. Temas como Família, Identidade, Medos, Insegurança, Sexualidade, Raiva, Drogas,  Profissão, Amizade, etc. são temas que são comumente atendidos junto aos adolescentes.

Psicoterapia Psicodramática Familiar


“Não é a família que devemos preservar necessariamente. Pode ser que algum dia ela seja substituída por algo mais adequado. Queremos preservar o contato imediato entre Tu e Eu, o Encontro. O Encontro nunca desaparecerá da face da terra” ( J.L.Moreno)

Na  dinâmica familiar, há dificuldade em assumir a função de pais com suas responsabilidades e limites, bem como estabelecer objetivos familiares e organizar-se para atingi-los. Na comunicação, a família em conflito perde-se em críticas, acusações, silêncios e duplas mensagens. Há falta de espontaneidade  em colocar-se no lugar do outro e rigidez em tentar novas formas de resolver  os problemas. Assim como o indivíduo, a família também adoece por amor, ódio, insegurança, culpa, medo da perda, rivalidade, ciúme, inveja e por pressões que sofre constantemente pelos familiares e pela sociedade.

Família é o lugar onde acontece a socialização e educação das novas gerações, pois além da transmissão da vida, possibilita a passagem de valores e critérios de conduta, sentimento de pertencer, respeito, diálogo em um contexto afetivo.


Psicoterapia Psicodramática de Casais


Jacob Levy Moreno, criador da Socionomia, ciência que estuda a articulação entre o individual e o coletivo, afirma que nos revelamos por meio da ação, que se constitui no desempenho de papéis.

A Psicoterapia Psicodramática de Casal  permite a cada um dos cônjuges observarem características, comportamentos, sentimentos e emoções de seu companheiro, que num campo tenso passam totalmente despercebidos.  O diálogo flui naturalmente entre o casal e o processo de dá de forma  mais tranqüila.

Relacionamentos íntimos, vida à dois, estão entre as mais importantes fontes de satisfação.

O vínculo do casal é peça-chave no processo terapêutico. Quando se atende  casais ou famílias, deve-se trabalhar com Sociodrama, pois serão trabalhados os vínculos e não os indivíduos.

“Toda mudança gera crise no vínculo. Se as mudanças se incorporam ao vínculo, modificando-o, ele se enriquecerá. Mesmo nesta situação ideal, não se produzem mudanças sem sofrimento… As mudanças requerem uma readaptação do vínculo, gerando tensão e ameaçando a estabilidade”.  (D.Bustos)

 

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A busca da Psicoterapia

 

Podemos iniciar pela palavra Psicoterapia: Therapia – vem de tratar, cuidar e Psico – refere-se à mente. Portanto psicoterapia é um processo de busca de conhecimento e desenvolvimento social e principalmente de ajuda. É um espaço que reservamos para compreender as alegrias, as dores, os limites e descobrir as potencialidades conscientizando-se de nossas próprias responsabilidades. E podemos afirmar que a psicoterapia não é magica e o psicólogo não é nenhum Mago Merlin, com chapéu, fórmulas secretas e batina estrelada. Não existe vara de condão e muito menos o estalar de dedos que assim como num passe de mágica alivia de todos os seus conflitos.

Conviver não é tarefa fácil. Relacionar-se é uma arte. O ser humano é um ser social e estamos o tempo todo em relação: somos pais, filhos, irmãos, amigos, maridos, esposas, amantes, chefes… E desempenhamos inúmeros papéis em nossas vidas e nem sempre estamos preparados para eles. As relações que nos envolvemos, a forma como fazemos, as pessoas que nos rodeiam, contam um pouco de nós, de nossas escolhas durante a vida. E nossas buscas promovem as nossas escolhas, que as direcionam e, portanto entende-las é criar possibilidades de melhor viver e com qualidade de vida.

A psicologia é uma ciência e uma profissão que tem como objeto de estudo o comportamento humano. O psicólogo é um profissional  habilitado para acompanhar o cliente no seu processo de autoconhecimento e Iluminar o caminho para permitir que ele faça suas escolhas e busque suas  respostas . Longe de dar conselhos com um ar professoral, o profissional não vai impor os seus valores morais, crenças e verdades próprias. Também não é um juiz que vai decidir entre o certo ou errado ou dar seu parecer sobre o que pensa a respeito deste ou daquele comportamento. É sim alguém que fará uma proposta de relação de respeito, aceitando-o como é em sua completude, com seus erros e acertos, com suas particularidades. O psicoterapeuta pode aceitar, o que não significa, concordar. E não esquecendo que para a psicoterapia avance em seu processo é fundamental a presença da empatia, da confiança, da formação e preparo do profissional escolhido.

O processo de psicoterapia ajuda e revela códigos da nossa forma de nos relacionar, nossas expectativas e desejos, ajudando a trazê-los para a consciência e uma vez cientes, podemos decidir como agir e como consequência, mudar. O ser humano é dinâmico e sempre tem a possibilidade de crescimento e transformação, portanto as dificuldades emocionais que adquirimos como resultado de nossa historia podem ser superadas. Aprendemos o tempo todo e a relação com a psicoterapia torna-se um novo modelo, uma proposta onde passamos a entender a nossa história, perceber e compreender a nossa responsabilidade naquilo que nos acontece e onde contribuímos, mesmo sem perceber, para nossos conflitos.

As pessoas são diferentes. E justamente por isso cada processo de psicoterapia é único, cada pessoa é diferente em suas necessidades, em seu ritmo, em seus sonhos, decepções e em seus potenciais emocionais, físicos e intelectuais. É uma via de mão dupla: alguém que se disponha a ajudar e alguém que queira ser ajudado. E principalmente, esteja disposto a se ajudar.

O ser humano é resultado de sua historia e somos influenciados e influenciamos todo o tempo. Nascemos espontâneos e criativos e somos moldados para vivermos socialmente, reprimidos de forma mais ou menos severa, dependendo da visão de mundo e também da saúde interna de nossos educadores. Somos bombardeados o tempo todo com modelos sociais sendo que os mais fortes são os que surgem de nossas primeiras experiencias de vida e de vivenciar a sociedade, que acontece através de nossos pais ou daqueles que nos educam.

Psicoterapia é um processo para cuidar de nossas emoções, para crescer e modificar a própria vida.

 

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Ansiedade: a Espontaneidade como resposta

Quem já teve aquela sensação de vazio na alma, de aperto no peito, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, cefaléia, inquietação e um desejo quase incontrolável de movimentar-se o tempo todo? E fadiga, dificuldade em concentrar-se, irritabilidade e perturbação no sono?

A ansiedade pode apresentar estas sensações corporais difusas, desagradáveis e carregadas de apreensão. É um sinal de alerta que serve para avisar sobre um perigo iminente e possibilita que a pessoa tome medidas para lidar com a ameaça desconhecida, interna e vaga de origem conflitiva. Além dos efeitos motores e viscerais da ansiedade, seus efeitos sobre o pensamento, percepção e aprendizado não devem ser ignorados. Ela sorrateiramente tende a produzir confusões e distorções perceptivas, não apenas em termos do tempo e espaço, mas de pessoas e significados dos acontecimentos.

Essas distorções podem interferir no aprendizado, baixando a concentração e reduzindo a memória. Como sinal de alerta, a ansiedade pode ser considerado como uma emoção semelhante ao medo. Na condição de alerta sobre uma ameaça interna ou externa, tem qualidades de preservação da vida. É uma resposta natural do organismo frente a uma situação que está para acontecer e que se mostra como ameaçadora à nossa existência física. Diante de uma situação que produza a ansiedade, o tipo e o grau da resposta de cada pessoa não dependerá apenas da força, importância e frequência do evento de vida estressor. Dependerá sim da capacidade de cada um interpretar, avaliar e enfrentar as vivencia estressoras. Essa capacidade tem sido atribuída a determinadas características da personalidade da pessoa.

A ansiedade normal está presente nas mudanças da vida, nas experiências novas e inéditas, no encontrar da própria identidade e sentido do existir. E ela leva geralmente à ação que visa remover ou reduzir uma ameaça. Esta ação pode ser construtiva se se utilizar de mecanismos de enfrentamento. Mas onde está esta linha que divide a prontidão para a ação, a ansiedade, o estresse, o medo e o pânico?

A espontaneidade aqui surge como uma resposta a tal situação, pois através dela podemos avaliar a facilidade de uma pessoa em lidar com situações novas, sendo quanto maior a sua espontaneidade, menor a ansiedade. Todo ser humano tem um potencial criativo e espontâneo e quando este é desbloqueado melhora a qualidade de vida. E a ansiedade, no olhar do Psicodrama engessa este potencial. A espontaneidade oportuniza a ampliação da consciência sobre o estado emocional devidamente instalado na conserva cultural e favorece o experimentar novas possibilidades de viver o que provoca os tais transtornos. Este é um momento brilhante em que a pessoa pode permitir-se vivenciar alternativas imaginárias e desenvolver a tão procurada adequação.

A preocupação faz parte do repertório de cada um de nós. Nós somos o reflexo do consumismo, da necessidade de agradar os outros, do controle das emoções, do desejo do sucesso e de infindáveis vontades sujeitas muitas vezes a uma mídia cruel e altamente competitiva. E de repente todo este pacote de situações de medos situacionais se transforma em ansiedade generalizada que mascaram uma necessidade real do organismo que não foi plenamente satisfeita.

Jacob Levy Moreno achava que os seres humanos são despreparados e mal equipados para enfrentar os momentos de surpresa, e isso porque a espontaneidade é bem menos respeitada do que a memória e a inteligência. Ele partia do princípio de que não aceitamos bem as mudanças. Existe um temor diante das coisas novas. Pode-se afirmar que o ego tem maior probabilidade de se apegar ao já conhecido Zerka Moreno (2000, p.38) diz que há duas maneiras opostas de se deparar com surpresas: “uma é a ansiedade, a outra é a alegria.

Algumas surpresas desafiam as pessoas de tal maneira que elas não sabem lidar com elas, e ficam inseguras”. E conclui a autora: “é aí que a espontaneidade precisa entrar. Deixar fluir a espontaneidade e a criatividade pode preencher aquele momento e reduzir a ansiedade”. A espontaneidade e a ansiedade são funções uma da outra. Quando a espontaneidade aumenta, a ansiedade fica rebaixada, e vice-versa. Para Moreno, espontaneidade / criatividade era o ingrediente central no processo do Psicodrama e do viver saudável. Ele a definia como uma nova resposta a uma antiga ou nova situação, e, além disso, chamava-a de “forma não conservável de energia”, embora não se deva tomar isso como definição e sim como indicação de alguns pontos importantes do fenômeno. A espontaneidade é uma disposição do sujeito a responder tal como é requerido. Logo, é uma condição, um condicionamento do sujeito: uma preparação do sujeito para uma ação livre, donde se conclui que não se pode alcançar a liberdade mediante um ato de vontade. “Ela surge gradualmente, como resultado da educação da espontaneidade”, afirma Moreno. Por meio da educação da espontaneidade, o sujeito se torna relativamente mais livres das conservas, sejam elas passadas ou futuras, do que era antes.

“… A evolução consciente através do treino da espontaneidade abre novos horizontes para o desenvolvimento da raça humana” (J. L.Moreno – Who Shall Survive?, 1934)

 

Psicoterapia

É um processo de duração determinado ou não que busca promover o pensar, o perceber e o sentir  levando-o a um maior desenvolvimento pessoal, emocional, espontâneo e criativo. Visa ampliar a percepção de si mesmo e do mundo.Tem como objetivo o equilíbrio emocional e dar suporte nos momentos de crise e nos processos de mudança.

 

A psicoterapia auxilia na:

  • Ansiedade: A ansiedade é um estado emocional, sentido como antecipação de problemas, quase que um medo ou apreensão em relação ao futuro. As manifestações objetivas da ansiedade não são específicas, e existem sintomas somáticos e psíquicos indicativos da ansiedade.
  • Depressão: É um tom afetivo de tristeza acompanhado de sentimentos de desamparo e redução da autoestima.
  • Estresse: O estresse é uma resposta fisiológica e psicológica aos acontecimentos que perturbam o nosso equilíbrio pessoal, de alguma forma. Quando confrontados com uma ameaça, quer para a nossa segurança física ou o nosso equilíbrio emocional, as defesas do organismo entram em alta velocidade em uma resposta rápida e automática, um processo conhecido como a resposta de “luta ou fuga”. Todos nós sabemos o que é isso: todos os sentidos se colocam em alerta, os músculos ficam tensos, a respiração ofegante e o coração disparam. A resposta biológica tem como objetivo proteger e apoiar-nos.
  • Fobias: É um medo irracional resultando no evitamento inconsciente do objeto, situação ou atividade específica.
  • Problemas de Relacionamentos: O que acontece com alguns  casais que após um período vivendo juntos “não  se falam mais”?  O amor acabou? A relação chegou ao  final? O afeto e o carinho desapareceram, o sexo é  uma lembrança registrada no passado, os projetos de vida  esvaziaram? O vínculo outrora  feliz e repleto de sonhos, de repente  ficou reduzido a um sentimento melancólico ligado a memórias de um tempo que  passou.
  • Apoio em períodos de crise: luto, auto estima baixa, preocupações cotidianas, agressividade, irritabilidade.
  • Família: Como lidar com adolescentes? Qual o papel dos pais?

Psicoterapia Individual

É uma relação entre o terapeuta e o cliente que vai organizar e orientar um processo de busca, promovendo o desbloqueio e a aceleração do desenvolvimento psicológico.


 

Psicoterapia de Grupo

A psicoterapia de grupo não trata só o indivíduo isolado que se encontra no centro da atenção em virtude das dificuldades de adaptação e ajustamento, mas do grupo inteiro e de todos os indivíduos que estão em relação com ele.

 

Objetivo:

O processo é uma tentativa de encontrar a compreensão e o autoconhecimento do indivíduo. Procurar entender de forma mais profunda e verdadeira sua maneira de ser.

Quando procurar um psicoterapeuta?

As pessoas procuram um psicoterapeuta quando estão vivenciando algum conflito ou forma de sofrimento. Muitos buscam o autoconhecimento e outros vem para a terapia para tratar uma questão específica como dificuldades de relacionamento familiar, escolar ou profissional. Culpa, medo estresse, ansiedade ou tristeza também são fortes motivos para esta busca.

 

O que se expõe para o psicoterapeuta é confidencial?

Obedece rigorosamente o Código de Ética do Psicólogo seguindo o Art.9°; É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações,a que tenha acesso no exercício profissional.”

Psicoterapia significa não saber lidar e resolver os seus próprios conflitos?

O papel do psicoterapeuta é ajudar o cliente a refletir sobre as suas dificuldades e facilitar o encontro de soluções mais eficazes e criativas. O profissional longe de ser um amigo, conselheiro ou educador, se apresenta para acompanhar aquele que se dispõe à difícil tarefa da busca de si mesmo.

 

Como acontece a psicoterapia?

Psicoterapeuta e cliente se disponibilizam numa reflexão a respeito das dificuldades que este enfrenta tentando compreende-las à luz de suas vivências e sua história de vida. Juntos procuram uma solução para os conflitos em busca de um crescimento pessoal e de uma vida melhor.

 

Quanto tempo de psicoterapia é preciso?

Quem determina o tempo de duração do processo terapêutico é o cliente e vai depender muito de cada caso. Algumas pessoas buscam a psicoterapia para solucionar questões específicas, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

 

Auto-estima melhora com a psicoterapia?

A auto-estima é entendida como uma valorização, apreciação e satisfação, enfim um sentimento de juízo que o sujeito têm de si mesmo, expresso pelas atitudes para consigo e nas relações com os outros. é uma força interior e se referência ao conhecimento e ao conceito que o indivíduo tem de si.

 

 

 

PSICOTERAPIA: Psicodrama em foco

Psicoterapia Individual


É uma abordagem terapêutica que não se utiliza de egos auxiliares e atende apenas a um cliente de cada vez, configurando uma situação de relação bipessoal, ou seja, um cliente e um psicoterapeuta.

Segundo Dalmiro Bustos, “ a psicoterapia psicodramatica individual, ou psicoterapia psicodramática bipessoal, simplesmente, é aquela situação terapêutica  que envolve um paciente e um terapeuta. É indicada nos inícios de terapia, exatamente porque propicia à investigação das primeiras relações afetivas, fornecendo um contexto terapêutico protetor, onde o paciente é o único foco de atenção do profissional”.


Psicoterapia de Grupo


É um método de psicoterapia que aspira ao melhor agrupamento terapêutico de seus membros. Ela facilita, quando necessário, um reagrupamento desses membros, para fazer coincidir a constelação do grupo com os motivos e tendências espontânea de cada um deles. Nas palavras de Moreno: “A psicoterapia de grupo não trata só o indivíduo isolado que se encontra no centro da atenção em virtude das dificuldades de adaptação e ajustamento, mas do grupo inteiro e de todos os indivíduos que estão em relação com ele.”

A psicoterapia de grupo foi reconhecida porque preenche certas necessidades que as terapias individuais não podem satisfazer. Vivemos em grupo desde o nascimento. Perturbações que são em grande proporção determinadas pelo mundo que nos rodeia não podem ser eliminadas se o ambiente não for integrado na situação terapêutica e simultaneamente tratado. A psicoterapia de grupo se aproxima do ambiente natural em que as pessoas vivem; trata tanto da dinâmica individual como grupal.

Na psicoterapia de grupo o indivíduo não é atendido separadamente, mas sim no contexto que se encontra: na família, no local de trabalho, na comunidade ou em consultórios.

Atendimento de Adolescentes


Questões como “Quem eu sou?” ou “O que eu quero?” ou “Como me sinto?” necessitam de um espaço para serem trabalhadas. È necessário motivar e estimular o processo de autoconhecimento, interiorização e reflexão no adolescente. A adolescência é um fenômeno psicossocial que é influenciado por fatores psicológicos e socioculturais. É uma fase de transição entre infância e vida adulta, onde os adolescentes têm de lidar com as novas cobranças sociais, os temores relativos ao futuro e ao sucesso no plano afetivo. É um período de grandes transformações.

A adolescência e a renovação caminham juntas nesta fase da vida. Tudo se modifica e se transforma. Corpos, gestos, falas, pensamentos, emoções, desejos, direitos e responsabilidades somadas ao abandono da roupagem da infância. Novos laços fora do ambiente familiar marcados pelas dúvidas, ilusões, ousadias, conquistas internas e externas que sinalizam uma nova forma de estar no mundo. Cabe à família a modulação das atitudes do adolescente sempre respeitando a busca por independência que é característica maior deste momento.

O Psicodrama, por meio das dramatizações, é fundamental no trabalho com adolescentes, às vezes até mais importante do que a palavra, já que, geralmente, a confusão interna é grande e a ansiedade impede a discriminação das emoções. Através das dramatizações cria-se um clima lúdico que permite a colocação de temas que, se fossem abordados verbalmente, teríamos de esperar o adolescente amadurecer e resolver parte de seus conflitos para serem transformados em palavras e explicados. O movimento do Psicodrama, a ação, é parte importante do processo expressivo. Quanto mais novos os adolescentes, mais precisam de movimento, menos explicam sobre o que sentem, e mais necessitam de objetos intermediários para terem acesso ao mundo interno.

Neste processo, o Jogo Dramático é uma das técnicas mais utilizadas no trabalho com adolescentes porque fornece maneiras criativas e lúdicas de se lidar com os conflitos vividos neste período da vida. Temas como Família, Identidade, Medos, Insegurança, Sexualidade, Raiva, Drogas,  Profissão, Amizade, etc. são temas que são comumente atendidos junto aos adolescentes.

Psicoterapia Psicodramática Familiar


“Não é a família que devemos preservar necessariamente. Pode ser que algum dia ela seja substituída por algo mais adequado. Queremos preservar o contato imediato entre Tu e Eu, o Encontro. O Encontro nunca desaparecerá da face da terra” ( J.L.Moreno)

Na  dinâmica familiar, há dificuldade em assumir a função de pais com suas responsabilidades e limites, bem como estabelecer objetivos familiares e organizar-se para atingi-los. Na comunicação, a família em conflito perde-se em críticas, acusações, silêncios e duplas mensagens. Há falta de espontaneidade  em colocar-se no lugar do outro e rigidez em tentar novas formas de resolver  os problemas. Assim como o indivíduo, a família também adoece por amor, ódio, insegurança, culpa, medo da perda, rivalidade, ciúme, inveja e por pressões que sofre constantemente pelos familiares e pela sociedade.

Família é o lugar onde acontece a socialização e educação das novas gerações, pois além da transmissão da vida, possibilita a passagem de valores e critérios de conduta, sentimento de pertencer, respeito, diálogo em um contexto afetivo.


Psicoterapia Psicodramática de Casais


Jacob Levy Moreno, criador da Socionomia, ciência que estuda a articulação entre o individual e o coletivo, afirma que nos revelamos por meio da ação, que se constitui no desempenho de papéis.

A Psicoterapia Psicodramática de Casal  permite a cada um dos cônjuges observarem características, comportamentos, sentimentos e emoções de seu companheiro, que num campo tenso passam totalmente despercebidos.  O diálogo flui naturalmente entre o casal e o processo de dá de forma  mais tranqüila.

Relacionamentos íntimos, vida à dois, estão entre as mais importantes fontes de satisfação.

O vínculo do casal é peça-chave no processo terapêutico. Quando se atende  casais ou famílias, deve-se trabalhar com Sociodrama, pois serão trabalhados os vínculos e não os indivíduos.

“Toda mudança gera crise no vínculo. Se as mudanças se incorporam ao vínculo, modificando-o, ele se enriquecerá. Mesmo nesta situação ideal, não se produzem mudanças sem sofrimento… As mudanças requerem uma readaptação do vínculo, gerando tensão e ameaçando a estabilidade”.  (D.Bustos)

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A busca da Psicoterapia

 

Podemos iniciar pela palavra Psicoterapia: Therapia – vem de tratar, cuidar e Psico – refere-se à mente. Portanto psicoterapia é um processo de busca de conhecimento e desenvolvimento social e principalmente de ajuda. É um espaço que reservamos para compreender as alegrias, as dores, os limites e descobrir as potencialidades conscientizando-se de nossas próprias responsabilidades. E podemos afirmar que a psicoterapia não é magica e o psicólogo não é nenhum Mago Merlin, com chapéu, fórmulas secretas e batina estrelada. Não existe vara de condão e muito menos o estalar de dedos que assim como num passe de mágica alivia de todos os seus conflitos.

Conviver não é tarefa fácil. Relacionar-se é uma arte. O ser humano é um ser social e estamos o tempo todo em relação: somos pais, filhos, irmãos, amigos, maridos, esposas, amantes, chefes… E desempenhamos inúmeros papéis em nossas vidas e nem sempre estamos preparados para eles. As relações que nos envolvemos, a forma como fazemos, as pessoas que nos rodeiam, contam um pouco de nós, de nossas escolhas durante a vida. E nossas buscas promovem as nossas escolhas, que as direcionam e, portanto entende-las é criar possibilidades de melhor viver e com qualidade de vida.

A psicologia é uma ciência e uma profissão que tem como objeto de estudo o comportamento humano. O psicólogo é um profissional  habilitado para acompanhar o cliente no seu processo de autoconhecimento e Iluminar o caminho para permitir que ele faça suas escolhas e busque suas  respostas . Longe de dar conselhos com um ar professoral, o profissional não vai impor os seus valores morais, crenças e verdades próprias. Também não é um juiz que vai decidir entre o certo ou errado ou dar seu parecer sobre o que pensa a respeito deste ou daquele comportamento. É sim alguém que fará uma proposta de relação de respeito, aceitando-o como é em sua completude, com seus erros e acertos, com suas particularidades. O psicoterapeuta pode aceitar, o que não significa, concordar. E não esquecendo que para a psicoterapia avance em seu processo é fundamental a presença da empatia, da confiança, da formação e preparo do profissional escolhido.

O processo de psicoterapia ajuda e revela códigos da nossa forma de nos relacionar, nossas expectativas e desejos, ajudando a trazê-los para a consciência e uma vez cientes, podemos decidir como agir e como consequência, mudar. O ser humano é dinâmico e sempre tem a possibilidade de crescimento e transformação, portanto as dificuldades emocionais que adquirimos como resultado de nossa historia podem ser superadas. Aprendemos o tempo todo e a relação com a psicoterapia torna-se um novo modelo, uma proposta onde passamos a entender a nossa história, perceber e compreender a nossa responsabilidade naquilo que nos acontece e onde contribuímos, mesmo sem perceber, para nossos conflitos.

As pessoas são diferentes. E justamente por isso cada processo de psicoterapia é único, cada pessoa é diferente em suas necessidades, em seu ritmo, em seus sonhos, decepções e em seus potenciais emocionais, físicos e intelectuais. É uma via de mão dupla: alguém que se disponha a ajudar e alguém que queira ser ajudado. E principalmente, esteja disposto a se ajudar.

O ser humano é resultado de sua historia e somos influenciados e influenciamos todo o tempo. Nascemos espontâneos e criativos e somos moldados para vivermos socialmente, reprimidos de forma mais ou menos severa, dependendo da visão de mundo e também da saúde interna de nossos educadores. Somos bombardeados o tempo todo com modelos sociais sendo que os mais fortes são os que surgem de nossas primeiras experiencias de vida e de vivenciar a sociedade, que acontece através de nossos pais ou daqueles que nos educam.

Psicoterapia é um processo para cuidar de nossas emoções, para crescer e modificar a própria vida.

 

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